A situação do lixo urbano na região Campania está virando uma calamidade. O governo vem, há tempos, tentando encontrar a solução de um problema que deve ser dividido em dois pontos. O primeiro e imediato é resolver o que fazer com as toneladas de lixo produzidas cotidianamente. A situação atual é de catástrofe ambiental, com toneladas de lixo amontoados pelas cidades. Em Nápoles, a população está ateando fogo no lixo não recolhido, sabe-se lá com que consequências. O risco de epidemias deve piorar com a chegada das chuvas, previstas para esta semana.O material recolhido deveria ser separado, empacotado e compostado para reciclagem, mas a empresa de coleta embalou tudo sem a devida seleção, formando imensos cubos que não podem ser utilizados. A capacidade de estocagem do material esgotou-se e a coleta na região parou. A Defesa Civil e o governo estão buscando saídas para a emergência, que piora a cada dia.
Mas o segundo ponto não está sendo afrontado. Ensinar a população a produzir menos lixo pode evitar que o problema se repita no futuro. Conscientizar a população a separar corretamente o que pode ser reciclado deveria ser programa de governo, mas não é. Pior: não se pode nem esperar que a coleta volte ao normal para iniciar um programa de educação ambiental. Os dois problemas devem ser afrontados juntos.
Uma saída poderia ser uma taxa do lixo mais alta para quem não separa o material a ser reciclado. E as prefeituras deveriam utilizar empresas diferentes para a coleta, com cada empresa se ocupando de um material diferente. Mas aí, eu concordo, precisa normalizar a situação. Antes das chuvas.
.
